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A mulher que se escolhe

  • Foto do escritor: Ana  Olliveira
    Ana Olliveira
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Existe um momento na vida em que a gente cansa de se explicar, de se diminuir, de se moldar para caber. E começa a sentir uma sede silenciosa por algo mais verdadeiro: se ver com honestidade, se amar com coragem e crescer com consistência.

Este texto é um convite. Não para “virar outra pessoa”, mas para voltar para si — com maturidade, firmeza e gentileza.


Amor-próprio não é vaidade: é direção


Muita gente confunde amor-próprio com estética, pose ou frases bonitas. Amor-próprio é bem menos romântico e bem mais poderoso:

  • é não se abandonar quando você erra;

  • é não se trair para manter alguém;

  • é não negociar sua dignidade por medo de ficar sozinha;

  • é não se perder tentando ser “boa demais” para ser escolhida.

Amor-próprio é quando você toma uma decisão e pensa: Isso me aproxima de quem eu quero ser?


Independência é liberdade real (e começa no básico)


Independência não é “não precisar de ninguém”. É poder escolher sem estar presa.

Independência tem várias camadas:

Independência emocional:não colocar a sua paz nas mãos de outra pessoa.

Independência financeira:ter um plano, aprender, crescer, organizar, construir.

Independência mental:pensar por você — sem viver em função de opinião, comparação e julgamento.

Independência espiritual (ou interna):saber quem você é quando ninguém está olhando.

Você pode amar alguém e, ainda assim, ser inteira.Você pode estar solteira e, ainda assim, estar completa.


Encarar a sombra: onde mora a sua força escondida


“Sombras” não são monstros. Sombras são partes suas que você teve que esconder para sobreviver: inseguranças, raiva, medo, carência, controle, ciúmes, necessidade de aprovação.

Quando você foge da sombra, ela manda em você sem pedir licença.Quando você olha para ela, você cresce.

Algumas perguntas que abrem portas:

  • O que eu faço quando me sinto rejeitada?

  • Eu tento controlar, agradar, atacar, me calar ou desaparecer?

  • Que dor antiga isso ativa em mim?

  • Qual necessidade eu tenho medo de admitir?

A sombra não é para ser odiada. É para ser entendida e educada.


Solitude não é solidão: é maturidade emocional


Solidão dói quando você sente que não tem valor.Solitude cura quando você aprende a fazer companhia para si mesma.

Praticar solitude é construir uma vida onde você não se abandona.

Você começa pequeno:

  • um café com você mesma sem celular por 15 minutos;

  • uma caminhada prestando atenção no corpo;

  • uma noite de autocuidado sem culpa;

  • um hobby que te devolve para você;

  • um “não” dito com firmeza e paz.

Solitude é aprender a dizer:“Eu gosto da minha presença.


Crescer como ser humano: parar de repetir, começar a escolher


Crescimento é identificar padrões. E padrões aparecem principalmente nos relacionamentos:

  • escolher quem não escolhe você

  • insistir onde só existe migalha

  • competir com outras mulheres

  • viver em estado de alerta

  • se calar para evitar abandono

  • explodir para não parecer frágil

Crescer é trocar impulso por consciência.É trocar reação por postura.

E postura não é frieza: é autorrespeito.


Uma mulher inteira não se explica, se posiciona


Quando você está desconectada de si, você se justifica o tempo todo.Quando você volta para si, você se posiciona.

Você não precisa provar valor. Você precisa viver de um jeito que confirme o seu valor.

  • rotina que fortalece

  • amizades que elevam

  • trabalho/estudo que expande

  • limites claros

  • escolhas coerentes

O que muda a vida não é um grande discurso.É a disciplina diária de não se abandonar.


Um plano simples para recomeçar por dentro (7 dias)


Se você quiser algo prático, aqui vai um roteiro leve:

Dia 1: escreva “o que eu não aceito mais” (sem filtros).Dia 2: arrume um ponto da sua casa (ordem externa ajuda a interna).Dia 3: faça algo pelo seu corpo (sono, água, movimento).Dia 4: estude 20–30 min algo que te aproxima de independência.Dia 5: diga um “não” onde você sempre se anula.Dia 6: um encontro com você: sem celular, com presença.Dia 7: escreva “quem eu estou me tornando” e 3 atitudes para manter.

Pequeno, repetido, vira grande.


Fechamento


A vida muda quando você para de perguntar “quem vai me amar?”e começa a afirmar: “eu vou me amar o suficiente para não me perder.”

Independente de estar solteira ou acompanhada, a meta não é ter alguém.A meta é ser alguém para si mesma.

 
 
 

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Acredito que o jornalismo vai além da notícia: é sobre contexto, empatia e responsabilidade. Aqui, cada texto é um convite à reflexão, à troca de ideias e à busca por uma compreensão mais ampla do que acontece ao nosso redor.

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